terça-feira, 25 de setembro de 2012

Energias renováveis avançam no Brasil


Detentor da matriz energética mais limpa do mundo industrializado, Brasil é cortejado pelas maiores economias mundiais como parceiro estratégico para o suprimento de energia
Energias renováveis avançam no Brasil
Vento é um dos recursos naturais renováveis mais utilizados na produção de energia. Crédito: SXC
Dono da matriz energética mais limpa do mundo industrializado, o Brasil mantém o ritmo de crescimento das fontes renováveis. Dados do Ministério de Minas e Energia revelam que 45,4% de toda a energia produzida no País em 2010 tem origem em recursos naturais que não são finitos. 
Os recursos naturais renováveis mais utilizados na obtenção de energia são o sol, que fornece energia solar; o vento, que produz a eólica; rios e correntes de água doce, fornecedores de energia hidráulica e a matéria orgânica, que produz biomassa (biodiesel e etanol, dentre outros). A maior oferta de energia renovável no Brasil vem dos produtos da cana­de­açúcar, seguidos da energia hidráulica e eletricidade.
O uso de fontes limpas e renováveis de energia é importante no combate ao aquecimento do planeta, apontado por especialistas como causador de fenômenos climáticos severos como secas, furacões e enchentes, que geram prejuízos econômicos e afetam a saúde de milhões de pessoas em todo o mundo. O grande vilão é a emissão de gases poluentes, a partir da queima de combustíveis fósseis. Por isso, é necessário que os países industrializados diminuam as fontes poluentes como o carvão e o petróleo de suas matrizes energéticas.
No Brasil, o Ministério de Minas e Energia, por meio da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), elabora e publica anualmente o Balanço Energético (BEN). Segundo dados preliminares do BEN 2011 (ano base 2010), a oferta de energia elétrica cresceu 9,1% e, neste recorte, a energia renovável que mais contribuiu foi a eólica, com 50,5% de incremento, seguida pela biomassa, que teve aumento de 18,1% em relação ao ano anterior.  No segmento dos combustíveis líquidos, foram registradas altas de 7,1% na produção de etanol e de 49,0% na de biodiesel. 
A forte expansão da demanda por etanol no mercado brasileiro deve se manter devido ao aumento expressivo da frota de veículos bi­combustíveis e à competitividade do preço do etanol hidratado em relação à gasolina. Em consequência, a demanda por etanol deverá triplicar nesta década, passando de 27 bilhões de litros em 2010 para 73 bilhões em 2020, incluindo 6,8 bilhões de litros para exportação. 
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, destaca que, graças às fontes renováveis, o País pode desempenhar mais um papel decisivo no cenário internacional. “O Brasil será cada vez mais cortejado pelas maiores economias mundiais como um parceiro estratégico para Suprimento energético”, afirma. 
Leia a reportagem na íntegra (edição nº 208 – outubro de 2011)
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