quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

10 tendências em mobilidade que os CIOs devem observar

Os tablets perderão o gás, BYOD se tornará onipresente e rollouts de mobilidade ficarão mais baratos, afirma analista do Yankee Group.
Mobilidade vai continuar reconstruindo o uso da tecnologia em ambiente corporativo em 2013, mas de algumas maneiras que podem surpreender e até mesmo encantar os CIOs.
A surpresa: o uso tablet vai diminuir em cerca de 30% pelos empregados. A afirmação é do analista do Yankee Group, Chris Walsh, que listou suas previsões para 2013 num webinar no final de janeiro. Walsh diz que seus dados “sugerem que os funcionários ainda preferem laptops ou desktops, até mesmo smartphones em vez dos tablets, para uma série de tarefas de negócios, como aprender sobre ou comprar aplicativos, fazer pagamentos e rodar mídias sociais”. “Os tablets saem da terceira e entram na quarta colocação para muitas dessas tarefas”, complementa.
Walsh conta que as principais áreas de crescimento para tablets será em nichos, como os funcionários remotos, forças de vendas e em indústrias específicas, como saúde.
A parte prazerosa estará em consultorias muito mais baratas em rollouts de mobilidade, explica o analista. Até então dependentes de grandes integradores e operadoras, Walsh prevê que surgirão as consultorias de até US$ 50 mil. Ele diz que integradores “de boutique”, como Moboquity, e consultorias de TI como a Mutual Mobile e Cinergy, assim como desenvolvedores de software como a Equal Experts, serão os carros-chefes dessa tendência, em detrimento de empresas como a Accenture – vale ressaltar que talvez o Yankee Group tenha algumas dessas companhias como clientes.
Mais diversão: os CIOs não precisarão mais lembrar da diferença entre a gestão de dispositivos móveis (MDM), gestão de gastos com Telecom (TEM), gestão de aplicativos móveis (MAM) e siglas similares. O analista espera que empresas como a Cisco, Oracle e HP desenvolvam vários destes pontos, mas em pacotes empresariais, e especialistas em mobilidade, como a SAP, complementarão seus produtos com novos serviços.
Não que não haverá novas siglas para enfrentar, como MBaaS (mobile-backend-as-a-service), um serviço de consumo que, segundo previsão de Walsh, irá se mover para dentro das empresas este ano como parte de uma mudança de oferecer serviços móveis na nuvem. Alguns nomes citados por ele são: FatFractal, Appcelerator, Anypresence, Feedhenry, Twilio e Urban Airship.
Walsh analisa que a mobilidade corporativa em 2013, assim como em 2012, será repleta de “Cs”: consumerização, complexidade e consolidação.
Com a consumerização, ele afirma que até o final deste ano, 80% das empresas permitirão o BYOD para seus colaboradores, valor 61% maior que o visto em dezembro de 2012 – ano que, aliás, o analista afirma que foi repleto de grandes empresas implementando a política de traga seu próprio dispositivo.
A consumerização fez a gestão da mobilidade mais complexa. Uma pesquisa do Yankee Group de dezembro de 2012 aponta que 50% dos entrevistados foram mais desafiados na gestão de atualização de dispositivos portáteis (contra 27% em dezembro de 2011), 49% afirmaram que a gestão de custos de dados e voz ficou mais difícil (30% em 2011) e 42% viram a distribuição de aplicações móveis para os equipamentos mais complexos (26% em 2011).
Enquanto isso, os fornecedores que disputam no mercado de gerenciamento de dispositivos estão diminuindo, uma tendência que só tende a continuar em 2013. Em suma, essas são as dez previsões para mobilidade corporativa para este ano, segundo o analista do Yankee Group:
1. 80% das companhias mergulharão em algum tipo de “traga seu próprio” algo. A consumerização não tende a mostrar sinais de desaceleração.
2. A penetração de tablets será menor.
3. Apesar da influência vinda das linhas de negócios, TI e executivos conduzirão as estratégias de mobilidade, com foco em atingir algum retorno sobre o investimento. Em outras palavras, isso significa a morte de um cargo chamado Chief Mobility Officer (cargo que ainda vai surgir em muitas páginas da InformationWeek).
4. Pequenos integradores de boutique surgirão, ofertando consultoria para estratégias em mobilidade por US$ 50 mil.
5. Conforme a gestão da mobilidade se consolida, uma grande fabricante de TI irá comprar alguma empresa como a MobileIron, Airwatch ou Boxtone
6. O marketing será simplificado. MDM, MAM e gestão móvel morrerão como termos.
7. A Aliança Europeia FreeMove irá definir um plano para a harmonização dos contratos multinacionais para serviços em mobilidade. Isso vai ajudar as empresas multinacionais a comprar serviços além das fronteiras.
8. Mais de 50% das empresas olharão para cloud computing para a implementação de suas aplicações móveis.
9. Fornecedores MBaaaS (mobile-backend-as-a-service) migrarão do consume para as empresas.
10. O Design thinking sera parte de uma nova metodologia de gerenciamento de produtos. As empresas relatam gastar até 50% do tempo pensando no desenho de um projeto. Cada vez mais, essas companhias recolhem contribuições de diferentes departamentos para ajudar na criação de uma melhor experiência geral para o cliente.

Fonte: http://informationweek.itweb.com.br/12822/10-tendencias-em-mobilidade-que-os-cios-devem-observar/